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Lusitanos v Devils
SuperCup 2025

Rugby Europe Super Cup 2025/26 – Meia Final

Os Lusitanos carimbaram o passaporte para a final da Rugby Europe Super Cup ao vencerem os Brussels Devils, em Lisboa, por 63–14.

Artigo escrito por: Rui Neto Fernandes

O melhor: A capacidade dos Lusitanos de variar o ritmo e manter a intensidade ofensiva ao longo de todo o encontro. As entradas vindas do banco reforçaram o domínio físico e permitiram prolongar o controlo do jogo até aos minutos finais.

O menos bom: Alguns períodos de indisciplina, incluindo um cartão amarelo aos 68 minutos, e penalidades desnecessárias no ruck que ofereceram algum território aos Devils. Ainda assim, não comprometeram a superioridade portuguesa.

Melhor em campo: Tomás Marques. Apesar do hat‑trick alcançado por Manuel Cardoso Pinto — que foi sempre uma ameaça, desequilibrando com quebras de linha e finalização clínica — o destaque de melhor em campo vai para Guilherme Vasconcelos. O centro defendeu com eficácia, leu bem os momentos de pressão e lançou várias jogadas de perigo, culminando a sua exibição com dois ensaios que consolidaram a superioridade lusa na segunda parte.

Guilherme Vasconcelos, o melhor em campo para o Linha de Ensaio. Credito: Bia Lima

No CAR Jamor, os Lusitanos defrontaram os Brussels Devils para discutir a passagem à final da Rugby Europe Super Cup 25/26. Relativamente à equipa que enfrentou os Castilla y León Iberians a 13 de Dezembro, Simon Mannix manteve apenas dois jogadores no quinze inicial — Duarte Nunes e Tomás Marques — apostando, para esta meia-final, num conjunto com mais experiência.

A entrada dos Lusitanos foi intensa e eficaz, com o primeiro ensaio a surgir logo aos quatro minutos, inaugurando também a conta pessoal de Manuel Cardoso Pinto. Tomás Appleton recebeu a bola, atraiu dois defensores e soltou um passe perfeito em profundidade para o espaço exterior. A bola chegou às mãos de Cardoso Pinto no momento ideal, permitindo‑lhe acelerar sem oposição e finalizar com autoridade junto à bandeirola, estabelecendo desde cedo o ritmo ofensivo que viria a marcar o encontro.

Contudo, após o bom início dos Lusitanos, os Devils pressionaram e empataram o jogo cinco minutos volvidos, com um ensaio em maul finalizado por Julien Masure. Os Lusitanos adiantaram‑se novamente no marcador através de uma boa jogada em que Guilherme Vasconcelos quebrou a linha belga e serviu Manuel Cardoso Pinto, que usou a sua velocidade para marcar o segundo ensaio.

Aos 24 minutos, uma boa jogada iniciada por Manuel Fati levou a bola até Tomás Appleton, que conseguiu um off‑load perfeito para o capitão Vasco Batista, permitindo‑lhe trocar as voltas a um defensor belga e marcar o ensaio.

Credito: Bia Lima

Os Brussels Devils esboçaram nova reação aos 32 minutos, marcando um ensaio através de um maul dinâmico, desta vez finalizado pelo número 7, Felipe Geraghty, mas os Lusitanos ainda viriam a marcar por mais duas vezes na primeira parte: aos 34 minutos, numa jogada de insistência finalizada por Manuel Cardoso Pinto, que apareceu no centro do terreno em zonas pouco habituais para um ponta para fazer o hat-trick; e aos 38 minutos pelo talonador Nuno Mascarenhas, numa jogada bem executada com vários passes rápidos que desequilibraram a defesa adversária. A conversão dos 5 ensaios da primeira parte por Domingos Cabral colocou o resultado ao intervalo em 35–14.

A segunda parte foi totalmente dominada pelos Lusitanos, que alternaram fases de contenção com acelerações cirúrgicas e embalaram para uma vitória folgada. Mannix promoveu a entrada de um pack mais pesado, com a mêlée a mostrar‑se estável e dominante, garantindo plataformas de lançamento que permitiram variações entre jogo ao pé tático e jogo à mão em largura.

O sexto ensaio foi obtido aos 44 minutos por Guilherme Vasconcelos, após uma jogada muito rápida das linhas traseiras lusas, com a bola a circular por vários jogadores até chegar ao centro português e a diferença foi novamente dilatada aos 57 minutos, após ensaio de Jason Cornelius.

Mesmo com o cartão amarelo mostrado a Tomás Appleton aos 68 minutos, os Lusitanos ainda marcaram por mais duas vezes: aos 71 minutos, por Guilherme Vasconcelos, no seu segundo ensaio da conta pessoal, e aos 77 minutos, numa boa jogada individual de Martim Belo após mais uma grande arrancada do número 13 português. Domingos Cabral, que pautou o encontro com um jogo ao pé criterioso e grande eficácia nas conversões, manteve 100% de acerto aos postes e fixou o marcador final em 63–14.

As finais da competição estão agendadas para 24 de janeiro, em Amesterdão, no National Rugby Center, onde os Lusitanos defrontarão os Castilla y León Iberians.

Credito: Bia Lima
Entrevista