Please Wait
Loaded
Devils v Lusitanos
SuperCup 2025

Rugby Europe Super Cup 2025 – Quarta Jornada

Os Lusitanos foram até à Roménia bater os Wolves por 7-35.

Artigo escrito por: Nuno Madeira do O

O melhor: Excelente vitória (bonificada) dos Lusitanos, que entraram para este jogo com uma equipa muito jovem. Bons sinais para o futuro do rugby nacional, que tem aqui alternativas válidas para os anos que se avizinham.

O menos bom: o scrum português. Foram precisos esperar 61 minutos para que os Lusitanos conseguissem ganhar um scrum. O pack português nunca esteve confortável neste aspeto do jogo, cometendo várias penalidades. Contra uma equipa com outros argumentos, este aspeto poderia ter sido bastante penalizador.

Melhor em campo: Tomás Marques. O fullback português foi uma autêntica dor de cabeça para a defensiva dos Wolves. Muito rápido e sem medo de ir à procura de espaços, marcou um excelente ensaio e criou oportunidades para que os seus colegas pudessem fazer o mesmo. Se continuar o seu processo evolutivo a este ritmo, pode ser um caso sério quer nos Lusitanos, quer na Seleção Nacional.

Tomas Marques (primeiro à direita), o Melhor em Campo para o Linha de Ensaio. Credito: Rugby Europe.

Os Lusitanos voltavam à ação este fim-de-semana, depois de três semanas de paragem. Até esta jornada, os comandados de Simon Mannix contavam por vitórias (bonificadas) todos os jogos disputados até ao momento. Do outro lado, uns Wolves que ainda não tinham provado o sabor da vitória nesta competição.

O treinador da equipa lusitana fez bastantes mexidas nos convocados, sendo que os 23 eram compostos maioritariamente por jogadores bastante jovens, que tinham competido nas seleções de sub-18 e sub-20 até ao momento.

O jogo começou praticamente com um ensaio dos Lusitanos: Tomás Batista a agarrar a oval e a furar por entre uma defesa dos Wolves muito macia, antes de entregar a Martim Faro, que mergulhou para o ensaio sem oposição (0-7). Os Lusitanos voltaram a marcar (André Cunha) passados apenas três minutos, aproveitando a indisciplina da equipa romena. Tomás Marques voltou a converter com sucesso, aumentando a vantagem para 14 pontos.

Os Lusitanos estavam muito dominantes na partida, controlando os acontecimentos e nunca deixando os Wolves jogarem na sua metade. No entanto, um amarelo para José Lavos aos 25 minutos mudou a tendência da partida, com os Wolves a aumentarem a pressão e a jogarem dentro da metade lusitana. Para piorar a situação, a equipa romena era muito dominante nos scrums, o que causava dificuldades acrescidas à jovem equipa portuguesa.

No entanto, o marcador permaneceu inalterado e as equipas foram para o intervalo com o resultado em 0-14.

Credito: Rugby Europe

A segunda parte do encontro começou praticamente como a primeira: com um ensaio português. Desta feita, foi Duarte Cardoso, com um excelente chip, a colocar a oval no espaço vazio para aparecer Tomás Marques que, pleno de oportunidade, tirou um adversário do caminho e marcou sem oposição (0-21).

Sempre que os Lusitanos aceleravam a partida, os Wolves não conseguiam acompanhar o ritmo mais elevado. Foi sem surpresa que o resultado ficou ainda mais dilatado, com 57 minutos jogados, com Luís Avides a marcar um bom ensaio após várias fases de insistência do ataque português.

Aos 61 minutos, nota para o primeiro scrum ganho pela equipa portuguesa, o que espelha bem as dificuldades neste capítulo. Até ao fim da partida, os Lusitanos voltaram a marcar, desta feita através de José Libano Monteiro, num excelente pick and go. A equipa da casa acabaria por marcar um ensaio quando faltavam 6 minutos para o fim da partida, colocando o marcador nos finais 7-35.

Os Lusitanos voltam a disputar a última jornada da Rugby Europe Super Cup no próximo fim-de-semana, num jogo em que vão receber a equipa dos Iberians. Será certamente um encontro bastante mais difícil do que este e que irá ditar o vencedor da prova.

The Scrum #6
Opinião