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Portugal v Canadá
Janela de Outono

Portugal vence (33–27) o Canadá no último jogo da Janela de Outono.

Artigo escrito por: Nuno Madeira do O

O melhor: a segunda parte dos Lobos. Excelente exibição de Portugal, que, mesmo quando ficou reduzido a 14 elementos, não perdeu a cabeça e colocou o jogo na metade canadiana. Bem a atacar e excelente a defender, finalmente uma exibição que dá esperança para o futuro.

The best part: the second half from the Lobos. An excellent performance from Portugal who, even when reduced to 14 men, kept their composure and played the match inside the Canadian half. Strong in attack and outstanding in defence — finally a performance that brings hope for the future.

O pior: a indisciplina de Portugal. Penalidade atrás de penalidade que, desnecessariamente, deixaram o Canadá muito próximo no marcador. Contra uma equipa com outros argumentos, tanto erro não forçado teria, seguramente, custado a vitória.

The not-so-good part: Portugal’s indiscipline. Penalty after penalty, which unnecessarily allowed Canada to stay very close on the scoreboard. Against a team with more weapons, so many unforced errors would surely have cost them the win.

Melhor em Campo: Rodrigo Marta. Portugal teve vários jogadores a um bom nível (David Wallis e Nicolas Martins nos avançados e Manuel Vareiro nos ¾), mas o prémio de melhor em campo vai para Guilherme Vasconcelos. Naquela que foi a sua primeira titularidade, o centro do SL Benfica esteve num nível altíssimo. Marcou um ensaio e, no plano defensivo, esteve sublime, evitando um ensaio quase certo do Canadá aos 47 minutos. Perto do fim, foi graças a uma placagem sua que o Canadá não conseguiu sair a jogar e que Portugal não passou por mais calafrios. Impressionante.

Player of the match: Portugal had several players performing at a high level (David Wallis and Nicolas Martins among the forwards, and Manuel Vareiro in the backs), but the Man of the Match award goes to Guilherme Vasconcelos. In what was his first start, the SL Benfica centre delivered an outstanding performance. He scored a try and was sublime in defence, stopping an almost certain Canadian try at 47 minutes. Near the end, it was thanks to one of his tackles that Canada failed to get out of their half, sparing Portugal some late scares. Impressive.

Guilherme Vasconcelos, o melhor em campo para o Linha de ensaio. Credito: Carlos Baptista.

Depois de uma vitória contra a seleção de Hong Kong, os Lobos foram até Coimbra para defrontar o Canadá. Simon Mannix fez poucas mexidas na equipa: saídas de Tomás Appleton e Nuno Sousa Guedes para as entradas de Guilherme Vasconcelos e Vincent Pinto. No banco, oportunidade para Martim Faro se estrear pelos Lobos.

After a win against the Hong Kong national team, the Lobos travelled to Coimbra to face Canada. Simon Mannix made few changes to the team: Tomás Appleton and Nuno Sousa Guedes dropped out, replaced by Guilherme Vasconcelos and Vincent Pinto. On the bench, Martim Faro had the chance to debut for the Lobos.

Portugal entrou com uma boa atitude na partida, dominador e a colocar o jogo na metade canadiana. O volume ofensivo dos Lobos resultou numa penalidade conquistada aos sete minutos, com Manuel Vareiro a inaugurar o marcador (3–0). No entanto, foi sol de pouca dura. Na reposição de bola, o Canadá ganha posição e conquista uma penalidade, repondo a igualdade a 3.

Com os pontos marcados, o Canadá ficou mais confiante e chegou mesmo a passar para a frente do marcador com mais uma penalidade bem convertida. Continuou o pingue-pongue no marcador e, três minutos volvidos, Manuel Vareiro empatou a partida a 6. De referir que o médio de abertura português esteve muito certeiro durante toda a partida.

Aos 25 minutos, Portugal esteve muito perto de marcar, com dois scrums a 5 metros da linha de ensaio canadiana. No entanto, o melhor que conseguiu foi somar mais três pontos e colocar-se em vantagem no marcador. Como quem não marca, sofre: três minutos depois tivemos o primeiro ensaio da partida — turnover conseguido, linha defensiva a não conseguir suster o desdobramento ofensivo canadiano e o marcador a assinalar 9–13.

Credito: Carlos Baptista

Este marcou o ponto mais baixo da exibição dos Lobos. Portugal cometeu alguns erros de seguida — tanto a atacar como a defender — e foi notório que os níveis de confiança baixaram imediatamente. Os Lobos cometiam muitas penalidades e eram muito indisciplinados no breakdown. Como consequência, com dois minutos para jogar na primeira parte, os Maple Leafs beneficiaram de mais uma penalidade e aumentaram a vantagem no marcador para sete pontos.

This marked the lowest point of the Lobos’ performance. Portugal made a series of errors — both in attack and defence — and it was clear that confidence levels dropped immediately. The Lobos conceded many penalties and were very undisciplined at the breakdown. As a result, with two minutes left in the first half, the Maple Leafs earned another penalty and extended their lead to seven points.

Quando o jogo já pedia o intervalo, Portugal beneficiou de um alinhamento nos 22 canadianos. Depois de uma maul dinâmica bem conseguida, com uma boa progressão no campo e Nicolas Martins a conseguir marcar, Manuel Vareiro empatou a partida. Ao intervalo, 16–16 no marcador.

Se contra o Uruguai Portugal teve uma segunda parte para esquecer, neste jogo os Lobos voltaram dos balneários com vontade de mostrar serviço. Logo aos dois minutos de jogo: bom desenho ofensivo dos Lobos, com Tomás Amado a controlar bem o timing do passe e a meter em Guilherme Vasconcelos, que marca junto à linha lateral esquerda (23–16).


When the match seemed to be drifting towards halftime, Portugal won a lineout inside Canada’s 22. After a well-executed dynamic maul, with good forward momentum and Nicolas Martins powering over, Manuel Vareiro added the conversion to level the score. Halftime: 16–16.

If Portugal had a second half to forget against Uruguay, in this match the Lobos came out of the dressing room eager to prove themselves. Just two minutes into the half came a well-designed attacking play, with Tomás Amado timing his pass perfectly to put in Guilherme Vasconcelos, who scored near the left touchline (23–16).

Credito: Carlos Baptista

Pouco tempo depois, foi de novo Guilherme Vasconcelos a estar em destaque: Canadá com um bom desdobramento ofensivo, a deixar a linha defensiva de Portugal muito exposta e o camisola 12, com uma grande placagem, a conseguir evitar o que seria, quase certamente, um ensaio para a equipa visitante.

Soon afterwards, Vasconcelos was again in the spotlight: Canada attacking well, stretching Portugal’s defensive line, but the number 12 produced a huge tackle to stop what would almost certainly have been a try for the visitors.

No entanto, o Canadá continuou por cima no jogo e no seu momento ofensivo. Portugal defendeu bem, mas a oval chegou rapidamente à ponta direita e… segundo ensaio para os visitantes (23–21).

Depois de uma penalidade para cada lado, Portugal marcou o seu terceiro ensaio: oval a passar rapidamente por vários jogadores, com o inevitável Rodrigo Marta a marcar o seu quarto ensaio nesta janela de Outono e a colocar o marcador em 33–24. Ficou a sensação de que, se Portugal conseguisse aumentar a velocidade de circulação da bola, o Canadá iria passar um mau bocado.

Com 10 minutos para o fim da partida, Vasco Baptista cometeu duas penalidades em dois minutos e viu um cartão amarelo. Reduzidos a 14 até ao final da partida, os Lobos viram o Canadá marcar mais uma penalidade e reduzir para seis pontos a diferença no marcador.
Temia-se o pior e que Portugal fosse deixar escapar a vitória nos minutos finais da partida. Os últimos 5 minutos foram particularmente tensos, com o jogo muito partido. No entanto, os Lobos conseguiram jogar dentro da metade contrária. O Canadá bem tentava, mas não conseguia ganhar metros no terreno de jogo.

Aos 78 minutos, Guilherme Vasconcelos conseguiu travar a saída do Canadá para o ataque e selar, em definitivo, a partida. Pouco tempo depois, soou o apito final, com os jogadores portugueses a festejarem efusivamente uma vitória certamente muito saborosa.

Janela de Outono em crescendo para os Lobos que, depois de um jogo muito fraco contra o Uruguai, conseguiram subir o nível exibicional da equipa. Simon Mannix estreou quatro jogadores nesta janela internacional e, apesar de haver muito trabalho pela frente, há a esperança de que consigamos chegar ao nível exibicional de 2023.

Credito: Carlos Baptista
Devils v Lusitanos
SuperCup 2025