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Lusitanos v Warriors
SuperCup 2025

Rugby Europe Super Cup 2025 – Primeira Jornada

Lusitanos estreiam-se com vitória e ponto de bónus na Rugby Europe Supercup 25/26

Artigo escrito por: Rui Neto Fernandes

O melhor: A equipa portuguesa entrou com o pé direito na edição 25/26 da Rugby Europe Supercup, vencendo os Bohemia Rugby Warriors por margem confortável e garantindo o ponto de bónus ofensivo. Apesar de uma primeira metade algo equilibrada, os Lusitanos aceleraram o ritmo após o intervalo, somando seis ensaios e mostrando a qualidade do seu plantel.

O menos bom: O jogo foi disputado à mesma hora de três encontros da Taça de Portugal, o que não ajuda à promoção da Supercup junto do público português. Numa altura em que se fala constantemente em promover o rugby nacional e em aumentar a sua visibilidade, é difícil compreender decisões que acabam por dispersar atenções e limitar o impacto de competições internacionais como esta.

Melhor em campo: Nuno Sousa Guedes. O defesa do CDUP regressou à competição após uma longa paragem por lesão e foi decisivo na conquista da vitória, mas sobretudo do ponto de bónus. Embora menos interventivo do que é habitual, mostrou eficácia total nas conversões dos ensaios lusos e foi peça-chave na reta final do encontro, culminando com a assistência para o sexto ensaio da equipa.

Nuno Sousa Guedes, o melhor em campo para o Linha de Ensaio. Credito: Carlos Baptista

A nova temporada da Rugby Europe Supercup arrancou com mudanças significativas no modelo competitivo e com os Lusitanos a entrarem em campo determinados a deixar marca. A equipa portuguesa, composta por muitos jogadores internacionais, mas com ainda poucas internacionalizações – apenas David Wallis e o regressado Nuno Sousa Guedes estiveram presentes no Mundial de 2023 – estreou-se com uma vitória convincente frente aos Bohemia Rugby Warriors, garantindo o ponto de bónus ofensivo já na segunda parte.

Este ano, a competição apresenta um formato renovado: seis franquias disputam uma fase de grupos em sistema de round robin entre Outubro e Dezembro, com os quatro melhores a seguirem para as meias-finais. Destaca-se também a ausência da franquia georgiana Black Lion, vencedora de todas as edições anteriores, cuja federação decidiu focar-se exclusivamente na EPCR Challenge Cup, deixando a Supercup sem o seu campeão habitual.

O jogo disputado em Lisboa começou equilibrado, com ambas as equipas a medir forças nos primeiros minutos. A primeira alteração no marcador surgiu aos 16 minutos, quando uma placagem agressiva sobre Tomás Batista resultou na perda de bola, prontamente aproveitada por Adam Koblic para um ensaio fácil que colocou os Warriors na frente.

A resposta dos Lusitanos chegou aos 21 minutos, um maul dinâmico bem trabalhado permitiu a Santiago Lopes chegar ao ensaio e empatar o encontro. O ritmo manteve-se intenso mas com períodos de alguma descoordenação de parte a parte e, pouco depois, os Warriors voltaram a adiantar-se no marcador. Um pontapé longo do médio de abertura Matej Sehnal ganhou muitos metros, com a bola a ser captada novamente por Koblic. Após vários pontos de fixação, a bola circulou até à direita do ataque, onde o centro Jindrich Kulhavy finalizou um novo ensaio.

Credito: Carlos Baptista

Os Lusitanos não estavam a conseguir ser rápidos na circulação de bola nem a lançar os “três de trás”, e apesar de passarem largos minutos instalados na área de 22 metros adversária, só voltaram a marcar aos 36 minutos. A jogada começou com uma arrancada impressionante de Maximillien Coutts, que ultrapassou quatro adversários checos. Na sequência, Alfredo Almeida aproveitou o desequilíbrio defensivo para concretizar o segundo ensaio luso. Nuno Sousa Guedes, com uma tarde de grande acerto, converteu o segundo pontapé da tarde e levou o jogo para o intervalo empatado a 14-14.

A segunda parte trouxe maior domínio da equipa portuguesa, que acelerou o ritmo, foi crescendo no jogo e somou vários ensaios. Aos 45 minutos, o centro Guilherme Vasconcelos quebrou a linha defensiva checa, evitou duas placagens e conseguiu marcar. Sete minutos depois, aos 52, foi a vez de Francisco Almeida finalizar uma nova jogada bem construída a partir de um maul, consolidando a vantagem dos Lusitanos.

Aos 58 minutos, chegou o quinto ensaio para os portugueses, marcado por Tomás Amado após uma excelente assistência de Vasco Leite  grande entrada em jogo do jovem jogador luso — que, com uma corrida poderosa, deixou vários adversários checos para trás. Os Bohemia Warriors ainda conseguiram reduzir a diferença com o segundo ensaio da tarde de Adam Koblic, muito consentido pela defesa portuguesa.

Até ao final, os Lusitanos mantiveram o controlo do jogo e, já para lá dos 80 minutos regulamentares, chegaram ao sexto ensaio e ao ponto de bónus ofensivo. Nuno Sousa Guedes voltou a ser decisivo, quebrando a linha defensiva, aguentando a placagem e, em off-load, assistindo Vasco Leite para o ensaio final.

O próximo jogo dos Lusitanos na competição será frente aos Brussels Devils, no dia 18 de Outubro, na Bélgica.

Devils v Lusitanos
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