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Portugal v Espanha
REC 2026

Portugal vence por 26-7 e está na final do REC 2026!

Artigo escrito por: Nuno Madeira do O

O melhor: excelente exibição dos Lobos – a melhor da era Mannix – onde (quase) tudo saiu bem. No entanto, há que destacar o desempenho defensivo de Portugal que serviu de alicerce a esta vitória. É sabido que, no rugby, os avançados ganham os jogos e os 3/4 decidem por quanto e este jogo foi a prova dessa máxima. As zero (!) penalidades cometidas pelos Lobos na 1a metade do encontro foram mais de meio caminho andado para que Portugal marcasse presença na final do torneio.

The best part: an excellent performance from the Lobos — the best of the Mannix era — where (almost) everything went right. However, Portugal’s defensive performance must be highlighted, as it served as the foundation for this victory. It is well known that, in rugby, the forwards win the games and the backs decide by how much, and this match proved that saying. The zero (!) penalties committed by the Lobos in the first half were more than half the battle for Portugal to secure a place in the tournament final.

O pior: Nada a assinalar.

The not-so-good part: Nothing to report.

Melhor em Campo: Rodrigo Marta e Manuel Vareiro estiveram soberbos na partida, com o centro a marcar mais dois ensaios com a camisola dos Lobos. No entanto, o prémio de melhor em campo vai para José Madeira. Imperial a comandar uma linha defensiva que roçou a perfeição, o segunda linha teve dois turnovers plenos de oportunidade, com um deles a dar origem ao primeiro ensaio da partida. Placou tudo o que havia para placar e nunca virou a cara à fisicalidade que a equipa espanhola tentou imprimir no jogo. Enorme.

Player of the match: Rodrigo Marta and Manuel Vareiro were superb in the match, with the centre scoring two more tries in the Lobos jersey. However, the man of the match award goes to José Madeira. Imperious in commanding a defensive line that bordered on perfection, the second-row forward produced two perfectly timed turnovers, one of which led to the first try of the match. He tackled everything that moved and never shied away from the physicality that the Spanish team tried to impose on the game. Outstanding.

Jose Madeira (nas alturas), o melhor em campo para o Linha de Ensaio. Credito: Rugby Europe

As expetativas para esta partida eram enormes. Em jogo, a presença na final do REC 2026 mas, mais do que isso, um ensaio já a pensar no Campeonato do Mundo do próximo ano. Espanha trazia uma equipa recheada de talento, cuja maioria dos 23 convocados jogava em equipas do Top12 e do ProD2.  Portugal vinha de três vitórias convincentes em três jogos da fase de grupos e Simon Mannix tinha anunciado a convocatória esperada, não fossem as inesperadas ausências de Samuel Marques por lesão e de Raffaele Storti, por aparente opção. 

Expectations for this match were enormous. At stake was a place in the REC 2026 final, but more than that, it was also a step already looking ahead to next year’s World Cup. Spain brought a team full of talent, with most of the 23 selected players playing for teams in the Top 12 and ProD2. Portugal came into the match with three convincing victories in three group-stage games, and Simon Mannix had announced the expected squad, were it not for the unexpected absences of Samuel Marques due to injury and Raffaele Storti, apparently by choice.

O jogo começou com Espanha a impor a sua maior fisicalidade e a tentar mandar no jogo. Los Leones jogavam dentro da metade lusa e controlavam a oval mas não conseguiam ganhar metros no terreno, muito por culpa da linha defensiva portuguesa. Os primeiros scrums caíram para o lado espanhol, o que não indicava uma grande tarde para as cores portuguesas. 

Nas oportunidades que Portugal tinha de sair a jogar, parecia que os nervos levavam a melhor e que havia alguma ansiedade de tentar fazer tudo ao mesmo tempo. Foi preciso esperar 10 minutos para que os Lobos se soltassem em campo. Na sequência de uma boa ação ofensiva, Portugal ganhou uma penalidade no scrum perto da área de 22 da Espanha que Domingos Cabral não desperdiçou, colocando o marcador em 3-0. 

Credito: Rugby Europe

A partir desse momento, Portugal tranquilizou-se e partiu para uma exibição absolutamente tremenda. Espanha tentava de todas as maneiras encontrar espaços na linha portuguesa mas tal era impossível. Os Lobos defendiam na perfeição, sem cometer penalidades e Los Leones não tinham criatividade nos 3/4 para desmantelar a muralha lusitana. Foi, no entanto, preciso esperar até aos 26 minutos pelo primeiro ensaio da partida: Manuel Vareiro ganhou 3 ou 4 metros importantíssimos, que já no chão conseguiu entregar a oval a Rodrigo Marta que aguentou um contrário e marcou entre os postes (10-0). 

From that moment on, Portugal calmed down and produced an absolutely tremendous performance. Spain tried in every way to find space in the Portuguese line, but it was impossible. The Lobos defended perfectly without conceding penalties, and Los Leones lacked creativity in their backs to dismantle the Portuguese wall. Still, it took until the 26th minute for the first try of the match: Manuel Vareiro gained three or four crucial meters and, while already on the ground, managed to pass the ball to Rodrigo Marta, who held off a defender and scored between the posts (10–0).

Até ao intervalo, a toada do jogo não mudou. Importante destacar dois acontecimentos: mais uma penalidade conquistada no scrum que levou a que Domingos Cabral marcasse mais três pontos e o facto da linha defensiva portuguesa ter passado toda a primeira parte sem cometer uma única penalidade. Absoluta perfeição defensiva.

Para a 2a parte vieram os mesmos XVs que iniciaram a partida. No entanto, nem três minutos estavam jogados e Pablo Bouza, claramente insatisfeito com o decorrer da partida – Domingos Cabral ja tinha disposto de mais uma penalidade – fazia quatro substituições, duas no pack avançado e duas nos 3/4.   


Until halftime, the pattern of the game did not change. Two things are worth highlighting: another penalty won at the scrum that allowed Domingos Cabral to add three more points, and the fact that the Portuguese defensive line went the entire first half without conceding a single penalty. Absolute defensive perfection.

Portugal acabou por cometer a primeira penalidade da partida aos 47mins mas José Madeira recuperou a oval no alinhamento. Aos 55 minutos, segundo ensaio para Portugal. Scrum no centro do terreno, Hugo Camacho a variar muito bem o sentido do jogo, com a oval a passar por Domingos Cabral e Tomás Appleton antes de chegar ao inevitável Rodrigo Marta que, sem oposição, bisou na partida (20-0) 

A partir daí, o jogo perdeu um pouco da sua consistência, fruto das várias substituições efetuadas de parte a parte. Portugal conquistou mais uma penalidade no scrum que Domingos Cabral não desperdiçou e a seleção espanhola deu um ar da sua graça ao marcar um ensaio pleno de oportunidade após um scrum dentro dos 22 Portugueses. 

Portugal eventually conceded their first penalty of the match in the 47th minute, but José Madeira recovered the ball at the lineout. In the 55th minute came Portugal’s second try. A scrum in midfield, Hugo Camacho cleverly switching the direction of play, with the ball passing through Domingos Cabral and Tomás Appleton before reaching the inevitable Rodrigo Marta who, unopposed, scored his second try of the match (20–0).

From that point on, the game lost some of its structure due to the many substitutions made by both teams. Portugal won another scrum penalty that Domingos Cabral converted, and the Spanish team managed a moment of success by scoring an opportunistic try following a scrum inside Portugal’s 22.

Com 10 minutos por jogar, mais uma penalidade bem executada por Portugal que praticamente selou o destino da partida. Até ao fim, os Lobos permaneceram serenos, controlando a partida até ao apito final. 

A seleção portuguesa irá disputar a final do REC no dia 15 de Março em Madrid, onde irá defrontar a Geórgia, habitual detentora do troféu. Se os comandados de Simon Mannix mantiverem este nível exibicional, teremos certamente uma palavra a dar sobre quem irá levantar o troféu este ano. 

With 10 minutes left to play, Portugal successfully kicked another penalty that practically sealed the fate of the match. Until the end, the Lobos remained calm, controlling the game until the final whistle.

The Portuguese national team will play the REC final on March 15 in Madrid, where they will face Georgia, the tournament’s usual trophy holder. If Simon Mannix’s men maintain this level of performance, they will certainly have something to say about who will lift the trophy this year

Credito: Rugby Europe
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