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Portugal v Hong Kong
Janela de Outono

Portugal derrota Hong Kong (58-12) e vence pela primeira vez na Janela de Outono.

Artigo escrito por: Nuno Madeira do O

O melhor: vitória expressiva dos Lobos que, esperamos, sirva para espantar os fantasmas das exibições menos conseguidas dos últimos tempos. É verdade que o adversário não era dos mais fortes, mas sabe sempre bem marcar mais de 50 pontos num jogo internacional.

The best part: an emphatic victory for the Lobos which, we hope, will help chase away the ghosts of the less successful performances of recent times. True, the opposition was not among the strongest, but scoring more than 50 points in an international match is always satisfying.

O pior: A exibição de Hong Kong deixou muito a desejar, com bastantes erros não forçados que permitiram que Portugal jogasse grande parte do jogo a seu bel-prazer. A equipa asiática está qualificada para o Campeonato do Mundo, mas tem de melhorar muito o seu nível para evitar embaraços na Austrália.

The not-so-good part: Hong Kong’s performance left much to be desired, with plenty of unforced errors that allowed Portugal to play much of the match at their leisure. The Asian side is qualified for the World Cup, but they must improve significantly to avoid embarrassment in Australia.

Melhor em Campo: Rodrigo Marta. Mais uma vez, o centro lusitano mostrou estar em grande forma e reforçou o seu estatuto como jogador com mais ensaios marcados com a camisola dos Lobos. Bisou e criou várias oportunidades para que os colegas conseguissem também cruzar a linha de ensaio. Unplayable.

Player of the match: Rodrigo Marta. Once again, the Portuguese centre showed excellent form and strengthened his status as the player with the most tries scored in a Lobos shirt. He scored twice and created several opportunities for his teammates to also cross the try line. Unplayable.

Rodrigo Marta, o melhor em campo para o Linha de Ensaio. Credito: Mariana Lancastre.

Depois de uma segunda parte para esquecer frente ao Uruguai, Portugal encarava este jogo como uma boa oportunidade para levantar o moral da equipa. Simon Mannix, desagradado com o que tinha visto no passado fim-de-semana, fez várias alterações no XV inicial: Luís Lopes estreava-se pela seleção nacional (pilar esquerdo), com Duarte Nunes e Duarte Torgal a constituírem uma segunda linha totalmente nova. Nos 3/4, Tomás Amado e Manuel Vareiro formavam a nova dupla no centro das operações, com Simão Bento a iniciar o encontro na ponta esquerda.

After a second half to forget against Uruguay, Portugal approached this match as a good opportunity to lift the team’s morale. Simon Mannix, unhappy with what he had seen the previous weekend, made several changes to the starting XV: Luís Lopes made his debut for the national team (loosehead prop), with Duarte Nunes and Duarte Torgal forming an entirely new second row. In the backs, Tomás Amado and Manuel Vareiro formed a new centre partnership, with Simão Bento starting on the left wing.

A seleção de Hong Kong apresentava um maior poderio físico e isso fez-se notar nos primeiros minutos da partida: passes curtos para os avançados, que tentavam ganhar metros no campo. No entanto, ao contrário do que tinha acontecido na última partida, Portugal defendia muito bem e a equipa asiática não conseguia fazer ganhos significativos. Neste aspeto, destaque para Nicolas Martins, a placar muito bem.

O sentido de jogo mudou quando Nuno Sousa Guedes fez um excelente 50:22 e colocou Portugal a atacar. Após um alinhamento que terminou em vantagem para os Lobos, um segundo alinhamento e uma excelente maul dinâmica terminaram com o primeiro ensaio da partida, por intermédio de Luka Begic, quando estavam decorridos 9 minutos de jogo.

Credito: Bia Lima

Três minutos depois, Rodrigo Marta ganhou 20 metros no campo, com Tomás Appleton a conseguir colocar a oval na ponta esquerda, onde Simão Bento marcou sem oposição. Com o marcador em 12-0 e apenas 12 minutos jogados, percebia-se que Portugal poderia chegar a números bastante alargados, se conseguisse manter o ritmo na partida.

Three minutes later, Rodrigo Marta gained 20 metres, with Tomás Appleton managing to move the ball to the left wing, where Simão Bento scored without opposition. With the scoreboard at 12–0 and only 12 minutes played, it was clear that Portugal could reach a very high score if they maintained their rhythm.

Depois de marcar o terceiro ensaio (Rodrigo Marta, com uma excelente linha e 40 metros corridos sem oposição), os Lobos adormeceram na partida e deixaram que Hong Kong voltasse a entrar no encontro. Ensaio marcado e convertido aos 29 minutos (19-7), com a equipa visitante a cruzar a linha de meta oito minutos mais tarde, colocando o marcador em 19-12. Ainda antes do intervalo, tempo para Nuno Sousa Guedes marcar uma penalidade, aumentando para 10 pontos a distância entre as duas equipas.


After scoring the third try (Rodrigo Marta, with an excellent line and 40 metres run unchallenged), the Lobos relaxed and allowed Hong Kong back into the match. A converted try in the 29th minute (19–7), followed eight minutes later by another score from the visitors, made it 19–12. Just before half-time, Nuno Sousa Guedes kicked a penalty, extending the lead to 10 points.

Credito: Bia Lima

Com a aproximação no marcador, Hong Kong entrou com motivação extra para a segunda parte e tentou ganhar o controlo do jogo. No entanto, Portugal voltava a defender com muita segurança e foram os Lobos que voltaram a marcar: Rodrigo Marta, novamente com uma linha ofensiva muito bem conseguida, encontrou um buraco na linha defensiva contrária e correu metade do campo sem oposição para marcar na ponta esquerda (27-12).

With the score tightening, Hong Kong came into the second half with renewed motivation and tried to gain control of the game. However, Portugal once again defended securely and it was the Lobos who scored next: Rodrigo Marta, once again with a well-executed attacking line, found a gap in the defensive line and ran half the pitch untouched to score on the left wing (27–12).

Com a partida controlada, Simon Mannix aproveitou para efetuar várias trocas. Depois de uns minutos algo incaracterísticos, Portugal voltou a marcar (Raffaele Storti) e arrumou de vez com a partida (32-12). Até ao fim, ensaios para Martim Bello, Vasco Baptista, Manuel Vareiro e Nicolas Martins, colocando o resultado final nuns esclarecedores 58-12.

Os Lobos voltam a entrar em ação no próximo sábado, em Coimbra, frente à seleção do Canadá. Será, em teoria, um adversário mais forte, onde poderemos confirmar se existe realmente uma evolução na qualidade de jogo dos comandados de Simon Mannix.

Credito: Bia Lima
Portugal v Canadá
Janela de Outono