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Devils v Lusitanos
SuperCup 2025

Rugby Europe Super Cup 2025 – Terceira Jornada

Lusitanos somam a terceira vitória consecutiva (36-10) na Rugby Europe SuperCup.

Artigo escrito por: Nuno Madeira do O

O melhor: a exibição dos Lusitanos na segunda parte do encontro. Sob uma chuva muito intensa e um campo bastante escorregadio, os jogadores souberam adaptar o estilo de jogo às condições apresentadas. Quatro ensaios marcados e o total controlo das operações.

O menos bom: primeira parte bastante perdulária dos Lusitanos que demoraram algum tempo a econtrar-se na partida e deixaram bastantes pontos por marcar.

Melhor em campo: Pedro Ferreira realizou uma excelente exibição, muito sólido quer a defender, quer a atacar. No entanto, o prémio de melhor em campo vai para Nuno Sousa Guedes. Com a camisola 10 vestida, o jogador do CDUP desempenhou o seu papel na perfeição, controlando a cadência do jogo a seu bel-prazer. Muito inteligente nas ações que tomou ao longo da partida, saiu sobre fortes aplausos quando estavam jogados 70 minutos de jogo.

Nuno Sousa Guedes, o melhor em campo para o Linha de Ensaio. Credito: FPR

Terceiro jogo na competição, terceira vitória para os comandados de Simon Mannix. Para esta jornada da competição o neo-zelandês apostou num XV que combinava a experiência de vários Lobos mundialistas com jogadores bastante jovens. No alinhamento inicial estavam David Costa, Martim Bello, Vasco Baptista, Nuno Sousa Guedes e Manuel Cardoso Pinto com o capitão dos Lobos,Tomás Appleton a começar no banco. Com uma janela de Outono bastante importante a começar daqui a duas semanas, era muito importar dar minutos e intensidade a alguns dos jogadores que irão disputar essas partidas.

A partida começou com ambas as equipas a tentarem estabelecer o domínio na partida mas sem o conseguirem fazer. O neerlandeses do Delta tentavam impor o seu maior poderio físico enquanto que os Lusitanos tentavam sair a jogar com bola rápida de mão para mão.

Os visitantes eram pouco disciplinados, cometendo bastantes penalidades e erros não forçados que comprometiam a sua eficácia ofensiva e proporcionavam aos Lusitanos oportunidades para ganhar metros em campo e marcar pontos. Foi assim que o marcador avançou pela primeira vez, com uma penalidade bem executada por parte de Nuno Sousa Guedes.

Pouco tempo depois, o primeiro ensaio da partida, por intermédio de Francisco Almeida: alinhamento na ponta direita no ataque luso, maul bem executada e o terceira linha português a marcar. Até ao intervalo, ainda tempo para o que seria o único ensaio do Delta na partida. Para além disso, os Lusitanos podiam ter aumentado a vantagem no marcador mas foram inconsistentes no ataque, tendo ido para o intervalo com o marcador em 10-7.

Credito: FPR

A segunda parte foi jogada sob uma autêntica chuvada, daquelas que transforma os relvados em autênticos batatais e torna as bolas quase gordurosas e muito complicadas de agarrar. Em teoria, estas condições iriam beneficiar a equipa que estivesse mais pré-disposta a jogar no pick and go. No entanto, foi o oposto que aconteceu. Depois de verem o marcador empatado a 10, os Lusitanos assumiram total controlo das operações. Nuno Sousa Guedes percebia perfeitamente o que o jogo precisava em cada momento, pausando e acelerando a partida quando era necessário, e criando linhas ofensivas muito interessantes que os seus colegas aproveitavam muito bem.

As alterações promovidas por Simon Mannix funcionaram bem com Sabata Mokhachane a trazer uma fisicalidade muito boa à linha defensiva dos Lusitanos e António Campos a complementar as dinâmicas ofensivas da equipa. Foi com naturalidade que os Lusitanos começram a marcar com Pedro Ferreira, Jordan Bacon, e Vasco Baptista a darem outra vitória bonificada à equipa (o quarto ensaio marcador foi um ensaio-penalidade).

Nota final para realçar e evolução da equipa ao longo da competição. Depois de um jogo inicial pouco conseguido, nota-se claramente uma melhoria nos vários aspetos do rugby apresentado. Os Lusitanos proporcionam uma excelente plataforma de desenvolvimento para os jovens jogadores portugueses e Simon Mannix tem aqui uma oportunidade excelente para criar uma base que nos pode ajudar a ter mais sucesso nos próximos Campeonatos do Mundo.

Portugal v Uruguai
Janela de Outono