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Devils v Lusitanos
SuperCup 2025

Rugby Europe Super Cup 2025 – Segunda Jornada

Lusitanos vencem (17-41) na Bélgica e conquistam ponto de bónus.

Artigo escrito por: Nuno Madeira do O

O melhor: mais uma vitória com ponto de bónus e uma exibição agradável da franquia portuguesa. Com muitos jogadores jovens nos 23 convocados, Simon Mannix ficou certamente feliz por ver que tem alternativas viáveis para a seleção nacional.

O menos bom: Os scrums dos Lusitanos. Penalidade concedida atrás de penalidade concedida, impedindo que a distância no marcador fosse ainda mais volumosa. Contra uma equipa com outras credenciais e este aspeto do jogo poderia ter sido bastante penalizador.

Melhor em campo: Tomás Marques. Apesar de ter jogado apenas 45 minutos o full-back do RC Tondela teve tempo para fazer a cabeça em água à linha defensiva dos Devils. Um ensaio marcado, outro entregue de bandeja a Alfredo Almeida e a total disrupção da equipa contrária de cada vez que avançava no campo com a oval. Imponente.

Tomás Marques, o melhor em campo para o Linha de Ensaio. Crédito: Rugby Europe

Depois de vencer (sem convencer) a jornada inaugural frente aos Warriors, a franquia dos Lusitanos foi até à Bélgica para defrontar os Brussels Devils. Simon Manix fez algumas alterações no XV inicial, com destaque para a saída dos experientes David Wallis (substituido por Guilherme Costa) e Nuno Sousa Guedes (para a entrada de Tomás Marques). Em sentido contrário, destaque para a entrada de Hugo Aubry para médio de abertura.

A partida começou sob a batuta dos Devils que, através do seu poder físico, causavam dificuldades à defensiva dos Lusitanos. Algumas penalidades conquistadas, incluindo uma em frente aos postes e o marcador avancava para o lado Belga (3-0). No entanto, a resposta não se fez esperar: pontapé de reposição por Hugo Aubry, oval recuperada, e os Lusitanos a sairem rapido para o ataque. Bom entendimento entre o 10 lusitano e Jordan Bacon (outra novidade no XV inicial) com a oval a chegar a Tomás Marques que, na ponta esquerda, marcou o primeiro ensaio da partida (3-5).

Os minutos seguinte ao ensaio luso foram bastante divididos, com várias penalidades de parte a parte. Os Devils estavam mais focados no aspeto físico da partida com os Lusitanos a tentarem sair a jogar, com a velocidade que lhes é característica. Por volta dos 15 minutos de jogo, saiu o primeiro amarelo da partida para o pilar dos Devils. Com mais um homem em campo, os Lusitanos esticavam a linha defensiva belga, tentando marcar. No entanto, o segundo ensaio portugues acabaria de chegar de forma algo caricata: alinhamento muito mal executado pelos Devils a 5m da sua linha de ensaio, com a oval a sobrar para Santiago Lopes que, sem marcação, mergulhou para o toque de meta (3-10).

O terceiro ensaio lusitano (Guilheme Costa) surgir após uma jogada bem ensaiada por parte dos Lusitanos (3-17) com o quarto a surgir cerca de 10 minutos depois, na sequência de uma grande jogada individual de Alfredo Almeida (3-24). Ainda antes do intervalo, foi o mesmo Alfredo Almeida a bisar na partida, apos uma jogada onde Tomás Marques arruinou totalmente a defensiva belga (3-31).

Crédito: Rugby Europe

A segunda parte do encontro começou sem oportunidades claras de ambas as partes mas com a oval a ser jogada dentro da metade belga. No entanto, os Lusitanos continuavam a cometer alguns erros, quer a defender, quer a atacar, o que impediam a progressão do marcador.

Seriam, no entanto, os Portugueses a marcar, através de uma mail dinâmica muito bem executada. Bis na partida para Santiago Lopes e o marcador a avançar para 3-36 quando se tinham jogado cerca de 10 minutos da segunda parte. Os Devils era algo inofensivos no ataque e tinham bastantes dificuldades quando os Lusitanos conseguiam ligar o jogo (boa exibição de Tomás Amado e Hugo Aubry).

Com a vitória garantida, a franquia nacional baixou de intensidade e permitiu que os Devils marcassem o seu primeiro ensaio (10-36). Até ao fim da partida, tempo para um ensaio de Pedro Ferreira após várias fases de pick and go (nova conversão falhada de Hugo Aubry, incaracteristicamente perdulário neste aspeto), e um ensaio-penalidade para a equipa Belga, numa altura em que os Lusitanos estavam reduzidos a 13 devido a um cartão amarelo para Vasco Baptista e Luís Lopes.

Boa vitória dos Lusitanos (a segunda com ponto de bónus) frente a uma equipa dos Devils que, desde o início, se percebeu que ia ter bastantes dificuldades em parar a velocidade portuguesa. No entanto, o mais importante foi a clara melhoria da primeira partida para esta, com uma melhor ligação entre setores e bons esforços ofensivos.

Os Lusitanos voltam a entrar em campo no próximo sábado frente aos neerlandeses do Delta.

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